sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Silêncio


Olhos nos olhos
Respiração lenta
Coração descompassado
Nada a ser dito

O amanhã não importava
Nenhum futuro fazia sentido
Os sorrisos cessaram-se
Nada foi dito

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Esperança


      A dor se dissipou. O vento tocou lentamente minha face. Meus caminhos tornaram-se novamente claros. Meus passos se firmaram mais uma vez. O passado cumpriu seu papel e permaneceu para trás. As lembranças se acomodaram em um local escondido, mas deixaram claro que iriam visitar-me vez ou outra.
     Certos braços me envolveram calorosamente. Foram eles, os braços da esperança. Sua voz doce sussurrava em meu ouvido: “Vai ficar tudo bem”. O que eu enxergava já não condizia mais com o que eu sentia. Eu podia ver claramente que estava sozinha. Mas eu sabia que não estava. Talvez algo me impedisse de ver. Ou talvez aquilo não pudesse ser visto pelos olhos e sim, somente pelo coração. Ou, quem sabe, os meus olhos ainda enxergariam algum dia.
     São apenas hipóteses. Nada que eu pudesse comprovar naquele momento. Porém, nada daquilo realmente importava. O que importava de fato era o que eu sentia e o que aquela doce voz me dizia. “Vai ficar tudo bem”, ela repetiu. E eu pude sorrir novamente.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Reflexos distorcidos


Atire pedras em mim e seja retribuído com rosas. Olhe para mim com desprezo e receba meu sorriso mais sincero. Deseje o mal para mim, mas saiba que lhe desejo apenas o bem. Seu ódio será convertido em amor. Então, você perceberá quem verdadeiramente se beneficiou com isso. E espero que seus desejos e ações sejam finalmente transformados. E no final, não tenha dúvidas: o meu perdão lhe alcançará. 



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Nostalgia


Impossível descrever,
com a mais nítida perfeição,
esse maravilhoso sentimento.

O aroma inebriante
dos caminhos percorridos,
A doce e leve lembrança
das tardes calorosas,

O mágico encanto das estrelas,
O hino dos pássaros,
Anunciando o amanhecer.

E as pessoas,
Como esquecê-las?
Aqueceram nossas almas,
Acalmaram nossos corações...

Mergulhar nas lembranças
Torna-nos mais vivos,
Preenche-nos de amor
E permite-nos concluir:
A magia não acabou.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Inúmeras

       Existem, aproximadamente, sete bilhões de pessoas no mundo. Sete bilhões de histórias diferentes para se conhecer. É um dado possível de se calcular. Mas e quanto ao número de livros, filmes e músicas existentes no mundo? É praticamente impossível chegar a um número aproximado.
       Desse modo, lanço-lhes uma proposta: que pare de ler aquele que nunca se emocionou ao ouvir uma música. E também, aquele que nunca sentiu uma pontinha de curiosidade, ao menos, de descobrir o desfecho de um livro. E também, aquele que nunca sentiu arrepios ao ver uma cena bem interpretada em um filme. Creio que ninguém parou de ler por esses motivos. Talvez tenham o feito por desinteresse, ou preguiça.
       Esses três itens são apenas um exemplo do que é possível apreciar nesse mundo. Temos a possibilidade de conhecer lugares incríveis e viver experiências maravilhosas. Basta um pequeno momento de reflexão e então descobriremos inúmeras maneiras de experimentarmos a maravilhosa sensação de felicidade. É preciso abrir a mente e o coração para novas experiências.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Diferente...



         Uma peça em cores vibrantes no meio de tantas outras descoloridas.  Uma ave a voar no céu, em meio a tantas nuvens. Uma pessoa, considerada “estranha”, em meio a tantas outras “normais”. Um sorriso, em meio a tanta tristeza. A alegria, em meio a tanta dor. Um coração, em meio a tantas pedras...
        A beleza da vida está em ser diferente. O diferente é atraente, é interessante, é instigante... Ser diferente é a chave para uma vida repleta de significados. 


        

sábado, 27 de outubro de 2012

Pluma

          O amor é como uma pluma. Pluma leve, suave e delicada, que dança ao sabor do vento.
          Por muitos momentos, serviu-me como um adorno. Um adorno para o meu coração, o qual o deixava coberto de encanto.
          Um dia, porém, senti a necessidade de compartilhar esse adorno com outro alguém. Meu egoísmo partiu e eu percebi que esse alguém precisava mais dele do que eu preciso.
Soltei-o então. Deixei-o livre. A pluma então voou sem rumo. Sobreviveu a fortes tempestades. A chuva forte não foi capaz de destruí-la. Ela ficou ferida, vulnerável. Porém, quando o sol se apresentou, ela estava lá, com sua força perceptível.
         Ainda não sei seu rumo certo. É provável que ela enfrente outras tempestades. Mas tenho certeza de que ela será forte e indestrutível. E um dia encontrará alguém e tocará sua face suavemente, provocará sorrisos nele. E principalmente: enfeitará seu coração.
         A partir desse momento, não haverá barreiras para amar. Nossos adornos serão compartilhados. Nossos corações serão aquecidos e as lágrimas terão lindos motivos para brotarem.